Em 2026, Cabo Verde disputou a primeira Copa do Mundo da sua história. Os Tubarões Azuis empataram com Espanha e Uruguai na fase de grupos e chamaram a atenção do mundo para um arquipélago que muitos brasileiros ainda não conheciam.

Para além do futebol, Cabo Verde tem praias de água azul-turquesa, sol durante quase todo o ano, uma cultura musical riquíssima e a morabeza, como os cabo-verdianos chamam a hospitalidade local. E fala-se português, o que deixa tudo mais fácil.

Um arquipélago, vários estilos de viagem

São dez ilhas vulcânicas no Atlântico, a pouco mais de 500 quilômetros da costa da África Ocidental, cada uma com uma personalidade. Para uma primeira viagem, o ideal é combinar praia e cultura.

Sal e Boa Vista: praia e mar

No Sal, a vila de Santa Maria concentra boa parte dos hotéis, com praia de areia branca e mar calmo. Vale conhecer as salinas de Pedra de Lume, dentro de uma cratera, onde se flutua na água salgada, e a Buracona, uma piscina natural entre as rochas. A Boa Vista tem praias extensas e quase vazias, como Santa Mónica, e dunas que parecem um deserto à beira-mar.

São Vicente: música e cultura

Mindelo, em São Vicente, é a capital cultural do país e terra de Cesária Évora. A cidade tem arquitetura colonial, bares com música ao vivo, morna e coladeira, e uma gastronomia que mistura sabores africanos e portugueses.

Santo Antão e Fogo: natureza

A uma hora de barco de Mindelo, Santo Antão tem montanhas, vales verdes e trilhas espetaculares, ótimas com guia particular. Na ilha do Fogo, é possível subir o vulcão e provar o vinho produzido na cratera.

Como chegar a partir do Brasil

Em 2026, a Cabo Verde Airlines retomou os voos diretos entre Recife e a cidade da Praia, e anunciou uma rota entre Recife e a ilha do Sal, com cerca de quatro horas de voo. Também é possível ir com conexão em Lisboa. Como as frequências podem mudar, confirmamos datas e horários na hora da cotação.

Entre as ilhas, os deslocamentos são feitos por voos domésticos ou barcos, que podem mudar de horário por causa do vento. Por isso, montamos o roteiro com folga e acompanhamos cada trecho.

Quando ir e o que saber

  • Clima: quente e seco durante a maior parte do ano. Entre agosto e outubro podem ocorrer chuvas rápidas.
  • Moeda: escudo cabo-verdiano, com câmbio fixo em relação ao euro. Cartões são aceitos nos hotéis e em boa parte dos restaurantes.
  • Entrada: o país pede pré-registro online dos visitantes e cobra uma taxa de segurança aeroportuária. As regras de visto variam conforme a nacionalidade, então conferimos tudo durante o planejamento.
  • Seguro viagem: recomendado, com boa cobertura de assistência médica, sobretudo para quem vai fazer trilhas ou mergulho.

O que mais me encanta em Cabo Verde é a energia das pessoas e a pureza das paisagens. Falamos a mesma língua, então a conexão com o viajante brasileiro é imediata.

Tarcísio Fernandes, fundador e CEO da TARJET Turismo

Gosta de destinos de praia com cultura forte? Veja também o nosso guia de Nordeste com exclusividade.

Perguntas frequentes

Qual a melhor ilha de Cabo Verde para ficar?

Para praia e estrutura hoteleira, Sal e Boa Vista. Para cultura e música, São Vicente. O ideal é combinar duas ou três ilhas em uma viagem de sete a dez dias.

Tem voo direto do Brasil para Cabo Verde?

Sim. Em 2026, a Cabo Verde Airlines voltou a operar voos diretos a partir de Recife. As frequências podem variar, por isso confirmamos na cotação.

Qual o idioma de Cabo Verde?

O português é a língua oficial. No dia a dia também se fala o crioulo cabo-verdiano.

Quer conhecer Cabo Verde?

Montamos o roteiro entre as ilhas, com voos, hotéis e passeios, e acompanhamos cada trecho.

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Tarcísio FernandesFundador e CEO da TARJET Turismo. Formado em Ciência da Computação, com pós-graduação em Turismo e mais de oito anos planejando viagens.